As Flores de Bach e a Ciência: Como Funciona a Terapia Vibracional?

Muitas pessoas, ao ouvirem falar das Flores de Bach, questionam-se sobre o seu verdadeiro mecanismo de ação. Afinal, como é que uma essência extraída de uma flor ou arbusto pode influenciar o bem-estar emocional e físico? Para compreender esta terapia, é necessário olhar para além da bioquímica tradicional e mergulhar nos conceitos da física quântica e da medicina vibracional.

O Que São as Flores de Bach?

As Flores de Bach são elixires preparados a partir de flores, arbustos ou árvores silvestres. O método de preparação envolve a solarização ou a cocção, processos que transferem o "padrão de informação" da planta para a água, que é depois preservada com uma pequena quantidade de conhaque.

Ao contrário dos medicamentos convencionais, as Flores de Bach:

  1. Não atuam por princípios químicos: se analisarmos quimicamente um frasco de um remédio de Bach, o resultado será apenas conhaque.

  2. São catalisadores biológicos: funcionam como códigos de informação que ajudam a reconectar princípios de cura internos que podem estar bloqueados ou desatualizados.

  3. Focam-se na causa, não no sintoma: o Dr. Edward Bach acreditava que a doença física é o resultado final de um conflito entre a Alma (o Eu Superior) e a Personalidade.

Bach desenvolveu 38 remédios florais

A Perspectiva Científica: Memória da Água e a Física Quântica

Embora a ciência mecanicista tradicional tenha dificuldade em medir estes efeitos, novas disciplinas oferecem explicações fascinantes:

  1. A Memória da Água: o Dr. Luc Montagnier* demonstrou que certas diluições de água, mesmo sem matéria física presente, registam vibrações eletromagnéticas. Isso sugere que a estrutura da água é capaz de armazenar e transmitir informações de substâncias.

    *Luc Montagnier foi um virologista francês e co-recetor, juntamente com Françoise Barré-Sinoussi e Harald zur Hausen, do Prémio Nobel da Fisiologia ou Medicina de 2008 pela sua descoberta do vírus da imunodeficiência humana (VIH). Trabalhou como investigador no Instituto Pasteur em Paris e como professor a tempo inteiro na Universidade Shanghai Jiao Tong, na China.

  2. Ressonância Quântica: a terapia floral é considerada uma "terapia energética". A essência floral vibra numa frequência harmónica que, ao entrar em contacto com um campo energético desequilibrado, atua por ressonância, ajudando o organismo a recuperar o seu equilíbrio.

  3. Evidências Clínicas: existem estudos científicos realizados com grupos de controlo (contra placebo) que validam os efeitos das flores. Veja-se este estudo acerca dos efeitos do Rescue Remedy* no equilíbrio autonómico cardíaco em mulheres saudáveis. Observou-se um aumento da atividade parassimpática e uma diminuição da atividade simpática nos indivíduos que receberam a fórmula floral. Estas alterações podem explicar o efeito de alívio de stress.

    Ou este estudo que envolveu 164 mulheres grávidas e pretendeu avaliar os efeitos da terapia floral nos fatores que potenciam a dor no trabalho de parto e os seus resultados na duração do mesmo. O Rescue Remedy mostrou-se eficaz na redução de 1h30 do tempo do trabalho de parto.

    *O Rescue Remedy é um elixir floral, criado em 1930, que combina 5 flores de Bach e que é usado em processos de crise. Inclui as flores Impatiens, Clematis, Rock Rose, Cherry Plum e Star of Bethlehem. A sinergia destas flores ajuda a transitar o caminho necessário para superação de uma crise temporária. Porém, se a crise se cronifica, será necessário uma abordagem personalizada (ao invés de uma fórmula pré-criada, como o Rescue Remedy).

Os corpos subtis: onde as flores atuam

Para além do corpo físico, mas interconectado com ele, existem outras estruturas energéticas - de carácter mais subtil -, geralmente invisíveis ao olho humano.

É importante entender o ser humano como um sistema energético multidimensional de planos interconectados e sobrepostos, onde não existem compartimentos estanques e predomina a comunicação por uma multidão de redes e circuitos de todo o tipo.

Os corpos subtis tornam possível a nossa relação com o universo do qual fazemos parte e permitem, se a nossa personalidade o consentir, conectar com o sentido da vida e a causa da nossa passagem por este mundo.

As Flores de Bach têm um efeito real sobre todos os corpos subtis, uma vez que contêm energia viva de alta frequência. Também podem atuar ao nível físico, tanto diretamente (aplicações locais) como através dos corpos subtis.

Um sistema de cura

Como o Dr. Bach afirmava, as flores não curam atacando a doença diretamente, mas sim elevando as nossas vibrações e inundando a nossa personalidade com as virtudes de que necessitamos, como a paz e a harmonia. É um sistema simples de cura, desenhado para ser aplicado por um terapeuta floral que, conhecendo de forma profunda o sistema de Bach, fará o melhor diagnóstico, prescrição e acompanhamento para cada caso.


"Cada essência representa, portanto, um campo energético subtil (com o seu correspondente padrão de informação) a vibrar a uma determinada frequência. Esta essência, quando entra em contacto com outro campo energético subtil desequilibrado de um ser vivo, atuaria por ressonância vibracional (ou ressonância quântica), reequilibrando-o (reafinando-o). Isto apenas ocorrerá se existir uma desarmonia no receptor e, mais concretamente, numa das 38 frequências vibratórias determinadas sobre as quais o sistema Bach opera. Isto explica por que razão, se for administrada uma essência errada, esta não atua, uma vez que não existe desequilíbrio nessa frequência específica. A interação energética subtil que este processo representa ocorreria, a um nível subatómico, através de intercâmbios lumínicos.

A ciência no Ocidente sempre operou num campo muito limitado, ditado por um padrão demasiado obsessivo e preconceituoso. Isto traduz-se na grande ênfase colocada no microdetalhe, restando muito pouca capacidade para analisar um sistema no seu conjunto. Algo como ‘as árvores não deixarem ver a floresta’. Esta falta de macroperspetiva é o que dificulta, em suma, a compreensão dos mecanismos que regem o aparecimento da doença."
— Ricardo Orozco
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