10 sinais de que podes ter uma doença autoimune e não saber
As doenças autoimunes estão a tornar-se cada vez mais comuns. A Organização Mundial da Saúde estima que afetam 5 a 10% da população mundial, em especial mulheres em idade fértil. Apesar disso, muitos diagnósticos chegam tarde, porque os sintomas iniciais são vagos e facilmente confundidos com fadiga, stress ou “coisas da rotina”.
O que é uma doença autoimune?
O sistema imunitário é o “exército” do corpo: defende-nos de vírus, bactérias e outros invasores. Mas nas doenças autoimunes acontece uma confusão interna: o sistema imunitário passa a atacar células e tecidos saudáveis como se fossem inimigos.
Este ataque provoca inflamação crónica, que pode afetar órgãos, articulações, pele, intestino, tiroide ou sistema nervoso.
Existem mais de 80 doenças autoimunes identificadas — algumas mais localizadas (como a psoríase, na pele), outras sistémicas (como a artrite reumatoide, que afeta várias articulações).
O grande desafio: os sintomas são muito variados e podem surgir lentamente, o que atrasa o diagnóstico.
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Cansaço persistente, mesmo após descanso adequado, é um dos sintomas mais comuns. No Hashimoto, por exemplo, a lentidão da tiroide causa exaustão.
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Dor, rigidez e inchaço nas mãos, pés ou joelhos podem ser sinais precoces de artrite reumatoide.
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Manchas vermelhas, descamação ou erupções que pioram com stress podem indicar psoríase. Até 40% destes casos evoluem para artrite psoriática.
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Alopecia areata é uma condição em que o sistema imunitário ataca os folículos capilares, levando a falhas localizadas.
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Diarreia frequente, má absorção de nutrientes, inchaço e anemia podem ser sinais de doença celíaca.
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Inflamação constante pode gerar febres ligeiras, sem causa aparente — comuns no lúpus e artrite reumatoide.
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Hipotiroidismo autoimune (Hashimoto) provoca intolerância ao frio, ganho de peso, pele seca e depressão.
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Na esclerose múltipla, a destruição da mielina causa dormências, visão turva e dificuldade em andar.
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Dificuldades de memória e concentração são frequentes em fibromialgia, Hashimoto e lúpus, associadas à inflamação e desequilíbrio do sistema nervoso.
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Ter familiares diretos com doenças autoimunes aumenta o risco em 2 a 4 vezes.
O que fazer se te identificas com estes sinais?
Procura um médico e realiza exames de sangue (marcadores inflamatórios, autoanticorpos, hormonas, vitamina D).
Mantém um diário de sintomas.
Não ignores sinais persistentes — o diagnóstico precoce faz diferença na qualidade de vida.
A boa notícia é que, mesmo sem cura definitiva, muitas doenças autoimunes podem ser geridas com o apoio de equipas médicas. E a naturopatia surge como um complemento:
Alimentação anti-inflamatória
Fitoterapia adaptogénica
Óleos essenciais calmantes
Gestão de stress e sono
Referências: Chaker L, et al. Hypothyroidism. Lancet. 2017 | Firestein GS, McInnes IB. Immunopathogenesis of rheumatoid arthritis. NEJM. 2017 | Boehncke WH, Schön MP. Psoriasis. Lancet. 2015 | Gilhar A, et al. Alopecia areata. NEJM. 2012 |Ludvigsson JF, et al. The Oslo definitions for coeliac disease. Gut. 2013 | Hauser SL, Cree BAC. Multiple Sclerosis. NEJM. 2020 | Cooper GS, Stroehla BC. The epidemiology of autoimmune diseases. Am J Med. 2003.